Olhe bem para as lanternas abaixo. Vamos brincar de encontrar as diferenças entre as duas? Vou ajudar: uma delas é 25 vezes mais clara, fica acesa entre 10 e 15 vezes mais tempo com as mesmas baterias e nunca requer troca de lâmpada...
Quem acompanha esta coluna regularmente já sabe da minha paixão por
leds (light-emitting diodes), aquelas "lampadinhas" que existem em quase todo eletrônico e que estão para revolucionar o mundo, além de proporcionarem belas
pixações eletrônicas
Dito isto, fica mais fácil supor qual a diferença entre as lanternas lá de cima, não? A lanterna, aliás, é a mesma - uma Maglite de duas pilhas grandes que comprei depois que cansei de carregar a de quatro pilhas, igual à dos policiais dos filmes, que usava antes. A imagem é uma montagem de duas fotos, cuja única diferença é a lâmpada.
Olhemos mais de perto: a da direita (que estava na lanterna da esquerda - acabamos invertendo a posição) é uma lâmpada comum, de Krypton, como as usadas em toda boa lanterna. A da esquerda não é lâmpada - é um led. Um diodo emissor de luz, que alguns consideram a invenção mais brilhante desde a própria lâmpada.
Este led em particular é da "Diamond Luxeon", empresa especializada nesses substitutos de lâmpadas de lanternas. O modelo testado, de 1W, foi
comprado na Amazon.com por pouco menos de US$ 25. É caro, já que a lanterna inteira sai por US$ 15, mas se as vantagens enumeradas pela empresa se comprovarem, vale cada centavo. E, tirando o papel de design meio tosco, a embalagem bem que remete à de uma jóia.
A "instalação" do led é simples como... trocar uma lâmpada. O resultado é uma luz muito mais branca, uniforme e que aparenta cobrir um campo de visão maior, embora o controle de foco da Maglite continue funcionando, o que permite concentrar mais ou menos o feixe de luz. Uma das grandes críticas aos leds é seu alcance - de fato, a lanterna não ilumina mais as nuvens como antes.
Mas ilumina melhor o que está perto, o que na maioria das situações, é bem mais importante. Sem falar que é supostamente inquebrável, não queima (brilha por cem mil horas, segundo o fabricante) e faz a bateria durar muuuito mais, o que será uma dádiva para quem não aguenta o peso das pilhas extras na mochila. O único problema é que, graças ao circuito regulador que mantém a luz brilhante até o último pingo de energia, ela tende a se apagar de repente, sem aviso prévio.
Depois que compramos esse led, já saiu uma versão de 3W, que se supõe três vezes mais brilhante. Relatos de quem experimentou dão conta de que o brilho chega a ser desorientante, até perigoso. Ambas servem tanto para as Maglites de duas pilhas grandes quanto para as de três. Para usar em nosso "cacetete" de quatro pilhas, encomendamos também uma pilha "dummy" - na verdade, um cilindro plástico com contatos na ponta que toma o lugar da quarta pilha, de modo a não sobrecarregar o led.
