Um dia desses, olhando os relatórios de acesso do
meu blog, gerados pelo Google Analytics, reparei que a categoria mais popular era a "
energia". O blog em questão é pouco mais que uma coletânea dos textos que escrevo para várias publicações - o Fórum inclusive. E o conteúdo sobre energia é composto, até agora, exclusivamente pelas colunas sobre ultracapacitores, células combustíveis, transmissão de energia sem fio, carros elétricos e afins. Não é que mais alguém se interessa por esses temas?
Pois aqui vou de novo: o título destá coluna, com o perdão do trocadilho, surgiu de duas notícias que me chamaram a atenção na semana passada. Primeiro, segundo o blog de notícias da CNet, o prefeito Michael Bloomberg
anunciou que, em cinco anos, toda a frota de táxis da cidade de Nova Iorque terá que ser composta por carros híbridos.
Os Ford Escape da foto acima,
emprestada do Gothamist, são apenas dois dos dez veículos doados à cidade pelo Yahoo!, como parte das
iniciativas ambientais do portal. E uma parcela ínfima dos 13 mil táxis que hoje circulam pela cidade - 90% deles do modelo Crown Victoria - também produzido pela Ford. Só que enquanto o atual faz menos de 5 km/l, o Escape híbrido supera os 12 km/l - nada mal para um utilitário esportivo.
Os planos de Bloomberg prevêem a substituição gradual dos veículos até a frota ser totalmente híbrida, em 2012. Até outubro do ano que vem, mil "yellow cabs" serão substituídos e nenhum veículo novo que rode menos que 8,8 kml/l será licenciado como táxi. Nos quatro anos seguintes, a exigência sobe para 10,6 km/l e o ritmo de atualização, para 3 mil táxis ao ano, completando os 13 mil. Que, de acordo com o prefeito novaiorquino, rodam tanto na cidade quanto 32 mil carros particulares.
Mas não é só nas ruas da capital do mundo que os híbridos estão conquistando espaço. No mesmo dia do anúncio de Nova Iorque, outro blog sobre tendências, desta vez da Popular Mechanics,
revelou novidades sobre o "Agressor", possivelmente o futuro veículo leve de reconhecimento do exército americano. O jipão é um "AMV", sigla de Alternate Mobility Vehicle, originalmente projetado para operar com células combustíveis, mas recém-agraciado com uma versão híbrida que combina um motor elétrico com a propulsão a diesel.
A motivação por trás do Agressor, obviamente, não é ecológica. O exército quer é um veículo com maior autonomia (imaginem quantos litros de combustível um Hummer, que faz menos de 4 km/l, precisa levar para saciar sua sede durante as missões) e, melhor ainda, mais discreto. Não na aparência, claro, mas no funcionamento. Quando impulsionado apenas pelo motor elétrico, o Agressor se torna mais silencioso e esquenta bem menos, o que dificulta sua identificação pelos radares inimigos. E o nome até condiz com a
loucura que algum militar andou aprontando nas ruas de Bagdá, a bordo de um Hummer.