Sempre tive o hábito de deixar o computador permanentemente ligado, mesmo quando fora de uso. No máximo desligava o monitor ou deixava que ele desligasse sozinho, após um período de inatividade, já que odeio screen-savers. Cheguei a brincar com as configurações de gerenciamento de energia que colocam o micro em standby, mas a demora para acordar a máquina novamente me incomodava tanto que acabei optando por mantê-lo sempre em pleno funcionamento. Até comprar, no fim do ano passado, um
Kill-a-Watt.
O aparelhinho, um medidor de consumo elétrico que
analisei em detalhes para outra publicação, revelou que meu micro consumia, naquela época, em torno de 0,25 kWh por hora, ou 6 kWh por dia - o que dava cerca de R$ 70 mensais, praticamente metade da minha conta de luz. Achei um absurdo e decidi mudar meus hábitos.
Como o verão estava começando, pude fazer uma experiência prática: só me permitia ligar o ar-condicionado do quarto, na hora de dormir, se desligasse o computador. Sabem o que aconteceu? A conta dos meses seguintes permaneceu estável, apesar de ter dormido quase todas as noites com o ar ligado - coisa que nos meses anteriores eu não fazia. De fato, desligar o computador fez uma diferença e tanto.
Por que estou tocando neste assunto agora? Porque tenho escrito sobre
carros híbridos, o
problema energético do Google,
troca de lâmpadas por LEDs e outros temas relacionados a
energia alternativa, mas nunca dediquei muito tempo a pensar no consumo dos nossos computadores, exceto quando isso
comprometeu a autonomia de um notebook.
Eis que fico sabendo, na semana passada, que um monte de pesos-pesados da indústria
se juntaram em uma iniciativa para economizar energia nos computadores e, assim, ajudar a combater o aquecimento global. O
Climate Savers Smart Computing tem participação de empresas como Intel, Microsoft, Google, Dell e IBM e o objetivo de reduzir o consumo dos computadores em 50% até 2010. O World Wildlife Fund (WWF) assina em baixo do projeto.
A idéia é melhorar a eficiência dos componentes de um PC típico, acusado de desperdiçar quase metade da energia que puxa da tomada. Enquanto isso não acontece, o grupo pretende incentivar a compra de equipamentos com o selo Energy Star e educar o consumidor para que use os recursos de economia de energia já presentes nos micros atuais. Acho que é um bom momento para eu tentar novamente e ver o que o Kill-a-Watt me diz do resultado. E você, controla o consumo do seu micro?