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 Assunto do Tópico: Mais energia alternativa: carro a ar e conversão de som
MensagemEnviado: Ter Jun 26, 2007 10:06 am 
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Data de registro: Qua Jul 23, 2003 2:54 pm
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Há duas semanas, quando escrevi a respeito dos novos táxis híbridos de Nova Iorque e sobre o Agressor, o híbrido que o Exército americano encomendou, o Fernando Ruiz deu a dica do CityCat, um carro a ar-comprimido que está prestes a ganhar as ruas da Índia, onde será produzido em escala industrial. Ruiz ainda indicou o site oficial da MotorMDI, a empresa familiar francesa por trás da tecnologia - com versão em português e tudo.

O CityCat chega a quase 110 km/h e tem autonomia para rodar 200 km. Pouco para quem pretende viajar com ele, mas suficiente para sua aplicação inicial: funcionar como táxi. A recarga demora alguns minutos nos postos equipados com um compressor especial e custa cerca de R$ 4. Mas também é possível encher o tanque (de ar) com um compressor embutido no carro - desde que haja uma tomada elétrica para plugá-lo e se esteja disposto a esperar umas quatro horas.

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Na prática, o CityCat é um carro elétrico sem baterias - a energia é armazenada sob a forma de ar comprimido. O problema disso é que, embora o veículo em si não emita nenhum gás poluente, se a eletricidade usada para alimentar o compressor (do carro ou do posto) tiver sido produzida pela queima de combustíveis fósseis (carvão, no caso da Índia), é quase como transferir a atividade poluente de um lugar para outro - o mesmo problema discutido na área de comentários da coluna sobre o Tesla Roadster.

Reparem que eu escrevi "quase". Sim, pois os defensores dessas tecnologias alegam que, em primeiro lugar, a eletricidade pode vir a ser gerada por instalações ecologicamente corretas - a Tesla até se propôs a vender energia proveniente de usinas solares para os compradores de seus esportivos elétricos. Além disso, os geradores e compressores usados para abastecer o carro a ar são muito mais eficientes do que os motores a explosão dos carros convencionais. Em outras palavras, eles continuam queimando combustíveis fósseis, mas em menor quantidade devido à redução do desperdício.

Economia do barulho

E já que o assunto é eficiência, vale mencionar uma outra novidade, esta indicada pelo colega Zerstörer, nos comentários sobre a iniciativa do Climate Savers Smart Computing - assunto da coluna da semana passada, e pelo Rodrigo Perasso, via MP. Segundo o Science Daily, um grupo de pesquisadores da Universidade de Utah desenvolveu uma tecnologia para converter calor em som e som em eletricidade.

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A idéia é reciclar o calor desperdiçado por equipamentos ineficientes - de computadores pessoais a instalações de radar e torres de resfriamento de usinas nucleares - para alimentar eletrônicos em geral. Como a grande perda de motores, processadores e afins se dá sob a forma de dissipação de calor, a tecnologia pode, indiretamente, tornar todos esses componentes mais econômicos.

Os conversores criados pelos cientistas de Utah podem ser tão pequenos quanto uma moeda de um centavo e, ainda assim, emitir 120 decibéis de som - volume comparável ao de uma sirene ou show de rock. Obviamente, essas ondas sonoras ficam quase totalmente contidas dentro dos dispositivos ou viram eletricidade antes de chegarem aos nossos ouvidos e, no futuro, poderão ser produzidas em freqüências inaudíveis por seres humanos.

Embora tenham sido demonstrados convertendo o calor de fósforos e maçaricos, os dispositivos conseguem produzir eletricidade a partir de diferenças de temperatura a partir de 32 graus centígrados. Desta forma, deve ser possível instalar um entre o processador de um computador e o cooler para reaproveitar parte da energia e, de quebra, ajudar a resfriar o sistema. É ou não é uma idéia promissora?


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MensagemEnviado: Ter Jun 26, 2007 10:57 am 
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Data de registro: Sáb Nov 15, 2003 12:49 pm
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Esse negócio de transformar calor em som e som em energia me gerou uma dúvida. E se usassem isso em conjunto com os painéis de energia solar? 8O


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MensagemEnviado: Ter Jun 26, 2007 11:23 am 
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Data de registro: Ter Mai 13, 2003 6:20 pm
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Eu conheço a idéia do carro movido a ar-comprimido a uns 10 anos e me revolta que os grandes fabricantes de automóveis não tenha movido um dedo para por a idéia em prática.
Uma característica interessante é que o ar que será comprimido nos cilindros de fibra de carbono do carro (pressurizados a 300 bar) tem que estar 100% limpo. Isso significa que, o ar que sai do escapamento de um carro desses, é mais puro que o ar que respiramos. O ar que sai do escapamento também é frio, e pode ser usado no sistema de circulação de ar dentro do carro. Literalmente é ar-condicionado de graça, e sem aumento de consumo ou perda de potência.

Existe ainda outro projeto de motor movido a ar-comprimido, desenvolvido por um engenheiro australiano: http://www.engineair.com.au/index

Videos em português sobre o assunto:

Aqui um tem o video do carro de Guy Negre:
http://br.youtube.com/watch?v=-iXrM02g_yc

E aqui o modelo australiano, que além de ser movido a ar, tem uma configuração mecânica tão revolucionária que apenas o motor rotativo Wankel se compara a ele:
http://br.youtube.com/watch?v=DRhpV3-AOt4


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MensagemEnviado: Ter Jun 26, 2007 11:23 am 
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Data de registro: Qua Fev 11, 2004 3:12 pm
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carro a ar comprimido é solução para controle de poluição e não controle energético. São coisas diferentes.

Um carro com ar comprimido deverá ter um fonte energética brutal para a compressão do ar, só que o detalhe esta fonte energética - digamos uma usina nuclear - pode ser muito mais limpa do que milhões de carros jogando chumbo+co2+e outros na atmosfera. Questão é controlar um MELTDOWN nuclear.


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MensagemEnviado: Ter Jun 26, 2007 11:37 am 
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Data de registro: Ter Mai 13, 2003 6:20 pm
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Quem acha que esses estudos de energia alternativa é apenas mera curiosidade tecnológica, fique sabendo que o petróleo não vai durar para sempre, e que sem ele a sociedade simplesmente para. Nós podemos ficar sem gasolina, diesel ou querosene de aviação, já é existem substitutos viáveis, mas me diga caro colega, onde nos vamos arranjar lubrificantes, plástico e borracha em quantidades gigantescas, para suprir a demanda atual? Não dá, substitutos demorarão muito tempo para aparecerem. Os produtores de petróleo, ao invés de sabotarem o desenvolvimento dessas energias alternativas, deveriam incentivar o seu uso para a preservação do petróleo onde ele não tem substituto, garantindo assim a continuidade da produção do petróleo por muitos séculos ainda.

Sobre o texto do Julio Preuss, a respeito do método de carregamento dos cilindros, existem muitas maneiras de ela ser feita. Energia eólica e solar são dois bons exemplos, sem que se gaste uma gota de combustível fóssil. E a autonomia de 200 km do carro a ar ainda é maior que a maioria dos carros movidos a GNV, como o meu, que só roda 180 km com um cilindro de 14M³ cheio, e ainda assim são um enorme sucesso num pais com a gasolina cara, como o nosso. Eu levo uns 5 dias, no mínimo, para precisar encher o cilindro de novo.


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MensagemEnviado: Ter Jun 26, 2007 11:39 am 
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Data de registro: Qui Mar 25, 2004 1:50 pm
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Kevorkian escreveu:
carro a ar comprimido é solução para controle de poluição e não controle energético. São coisas diferentes.

Um carro com ar comprimido deverá ter um fonte energética brutal para a compressão do ar, só que o detalhe esta fonte energética - digamos uma usina nuclear - pode ser muito mais limpa do que milhões de carros jogando chumbo+co2+e outros na atmosfera. Questão é controlar um MELTDOWN nuclear.


Mas pq apelar logo para a Nuclear ?

Pode-se gerar a mesma energia através de campos de painéis solares ou mesmo através da eólica.

Claro não estou levando em conta a qtde de megawatts por metro quadradro de instalação gerado.
Mas como mesmo disse o artigo, trocar 6 por meia dúzia é dose.

[]´s!


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MensagemEnviado: Ter Jun 26, 2007 11:47 am 
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Data de registro: Qui Mar 25, 2004 1:50 pm
Mensagens: 402
Localização: Brazuca
Desviando só um pouco do assunto principal:

Parece q vai sair do papel nossa terceira Usina Nuclear.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinh ... 5959.shtml

Pelo amor de Deus, sou da opinião de qualidade a qtde!
Angra 1 e Angra 2 parecem dois vaga lumes de tantos desligamentos devido a mal funcionamento!
E os caras querem me construir outra!! .....

Se pegassem esse dinheiro para reformar Angra 1 e Angra 2 ainda sobrava dinheiro para fazer um campo de painéis solares!

[]´s!


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MensagemEnviado: Ter Jun 26, 2007 11:52 am 
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M@GO LoBEL escreveu:
Eu conheço a idéia do carro movido a ar-comprimido a uns 10 anos e me revolta que os grandes fabricantes de automóveis não tenha movido um dedo para por a idéia em prática.
Uma característica interessante é que o ar que será comprimido nos cilindros de fibra de carbono do carro (pressurizados a 300 bar) tem que estar 100% limpo. Isso significa que, o ar que sai do escapamento de um carro desses, é mais puro que o ar que respiramos. O ar que sai do escapamento também é frio, e pode ser usado no sistema de circulação de ar dentro do carro. Literalmente é ar-condicionado de graça, e sem aumento de consumo ou perda de potência.


um cilindro de mergulho comum (aluminio) é pressurizado a 200 bar (3000 psi) e leva cerca de uma hora para encher. usa ar comum, respiravel, mas filtrado e desumidificado. Um cilindro desses dura cerca de 1 hora em um mergulho raso. muito pouco para mover um automovel.

o ar é frio porque é um principio fisico de qualquer gás que se expande, mas não é de graça porque ele ao ser comprimido gerou calor. apenas se transfere o custo de refriar para outra ponta do processo (tal como a geladeira e o ar condicionado, que tem um lado quente e um frio).

esse modelo, e vários outros como o Julio citou, apenas transferem o custo da energia de um local (carro) para outro (geradora) e estocam essa energia potencial em algo que possa ser transportado em um automovel (gas comprimido, energia eletrica em baterias, hidrogenio, etc).

eu não acredito no modelo de energia de um automovel que se auto-alimenta. acredito que a solução é mesmo um processo de geração de energia em massa, estoque em uma celula transportavel, e por fim o uso dessa celula nos automoveis e qualquer outro veiculo auto-motor.

na minha opinião esse é o modelo que vai vingar. quanto a célula em si, se será ar comprimdo, hidrogenio, baterias, ou qualquer outro sistema, eu não sei. mas certamente há niveis de eficiencia diferentes entre elas.


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MensagemEnviado: Ter Jun 26, 2007 11:55 am 
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Data de registro: Qua Fev 11, 2004 3:12 pm
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A questão de angra 3 é que ela já existe, só está toda desmontada, custa milhões de dólares com seu depósito e cuidados.

Acho que foi melhor assim - COLOCA-SE PARA FUNCIONAR DE VEZ -. questão é que estamos com um bagulho tecnológico da westghouse que nem os argentinos querem. Fazer o que né - Ditadura dá nisso, meia-dúzia de "coronés" metidos a cientistas-nacionalistas e topam a "magavilhosa" oferta de energia nuclear feita de isótopos de quinta qualidade. Enquanto isso nosso TÓRIO é contrabanroubado lá no Macapá.


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MensagemEnviado: Ter Jun 26, 2007 11:56 am 
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Data de registro: Qua Jul 23, 2003 2:54 pm
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bonesaw escreveu:
Esse negócio de transformar calor em som e som em energia me gerou uma dúvida. E se usassem isso em conjunto com os painéis de energia solar? 8O


É outro caminho previsto pelos pesquisadores, mas que eu nào mencionei no texto. A fonte de calor pode ser o sol - só que em vez de converter sua energia direto para eletricidade, ela viraria som antes. Eles vêem vantagens nessa solução.


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