Quem diria que um tema que começou com meros
acessórios para recarregar a bateria de gadgets, em minhas duas primeiras colunas no Fórum, renderia assunto para tantas outras e conteúdo para a categoria
energia virar a mais acessada no meu blog? Acho que está na hora de trocar a foto com a câmera por uma que tenha mais a ver com energia. Alguma sugestão?
Pois bem... depois dos
táxis híbridos de Nova Iorque e do híbrido do Exército americano, que tal dedicarmos alguns parágrafos aos híbridos do Google? Aliás, ainda não parei para fazer a contabilidade, mas as peripécias do Google certamente estão também entre os temas mais freqüentes desta coluna e também mereceram uma categoria específica no blog.
A empresa de Larry Page e Sergey Brin ficou rica e famosa graças ao mecanismo de busca, mas já desenvolve pesquisas até em genética e microbiologia. Além, é claro, de estar muito preocupada em resolver os
problemas de energia de seus datacenters e do mundo moderno em geral. Entre as possíveis soluções para esta última parte estão os carros híbridos.
Há duas semanas, os fundadores do Google
apresentaram à imprensa sua frota de seis veículos de teste. São Toyota Prius(es) e Ford Escapes vendidos como híbridos tradicionais (nunca pensei que chamaria algo ainda tão novo como um híbrido de tradicional, mas é isso o que acontece quando o Google se envolve em alguma coisa) e transformados em vaículos "plug-in". Em bom português, que podem ser ligados na tomada.
Os carros ganharam baterias extras para armazenar a energia fornecida pela rede elétrica e, assim, reduzir ainda mais a dependência do motor a gasolina, cortando pela metade seu consumo. Trocando em números, a adaptacão melhora um rendimento já muito bom, na casa dos 15 km/l, para mais de 30 km/l. Isso se não for usado o "stealth mode" do Prius, que permite rodar algum tempo apenas com o motor elétrico.
Antes que alguém levante novamente a polêmica sobre a poluição provocada na geração da energia que esses híbridos recebem da tomada, vale lembrar que o Google é dono do maior parque privado de células solares do mundo. Além de ocuparem todo o telhado dos prédios de sua sede, os painéis solares cobrem boa parte dos estacionamentos do campus da empresa - e agora poderão ser usados para abastecer os carros que protegem do sol.
Como se não bastasse, um dos modelos experimentais foi ainda mais modificado para, além de se alimentar da rede elétrica, ser capaz de devolver energia para ela. Não por questões ecológicas, neste caso, mas econômicas: a idéia é vender energia de volta para a concessionária de energia elétrica nos horários de pico ou para ajudá-la a estabilizar a tensão, evitando que tenha que manter tantas usinas de prontidão.
Coisa de ficção científica?
Havia separado uma foto do projeto abaixo - uma motocicleta movida a energia solar - para ilustrar uma futura coluna, mas o ThunderFX acabou publicando primeiro, nos comentários da
última, sobre o carro a ar. Com leitores tão bem informados, não dá para fazer suspense.

De qualquer forma, vale o registro.
Visual futurista a parte, a
sacada da espanhola SunRed é usar a casca de tatu-bola para aumentar a superfície da moto exposta ao sol. A energia captada pelos três metros quadrados de painéis solares (com o veículo parado) é armazenada em uma bateria que permite à moto rodar por 20 km, a 50 km/h. É pouco, mas não deixa de ser uma solução criativa.
Também a título de curiosidade, que tal este outro tipo de híbrido mostrado na foto abaixo? Nada a ver com a motorização, desta vez... no Aquada, a mistura é entre carro e barco! A idéia não é nova e o modelo em questão já foi pilotado por James Bond e esta à venda na Europa há algum tempo. A novidade é que,
segundo a Popular Mechanics, a versão 2009 será comercializada nos Estados Unidos por menos de US$ 100 mil - metade do preço original.
