
Não quer ter de pagar pelo software que deseja utilizar? Se não quiser arriscar-se a um processo judicial, o senso-comum determina que esteja preparado para pagar todos os programas que usar. A verdade, porém, é que nem sempre precisa de ser esse o caso. Há muito software gratuito na Internet à espera de ser descarregado. Não precisa de pagar por determinadas aplicações e não, não precisa de violar a lei para o fazer.
Definição de “software gratuito”
O software gratuito existe em várias formas. Pode ter sido criado por um amador entusiasta que apenas quer que as outras pessoas beneficiem das suas capacidades de programação. Pode ser oferecido por uma empresa de software como amostra gratuita para o encorajar a comprar as suas aplicações. Pode também ser desenvolvido pela comunidade de fonte aberta e lançado de acordo com a General Public License.
Em qualquer destes casos, o software fornecido é gratuito, embora possa estar limitado a uso pessoal ou apenas o possa usar numa máquina só. Vale a pena verificar cuidadosamente os termos da licença de utilização para saber estes pormenores.
Mas há um lado mais negro no que diz respeito ao software gratuito. Algumas aplicações são fornecidas para que o software, uma vez instalado, vigie o leitor e registe o seu comportamento. Pode também abrir as defesas do seu computador e deixá-lo exposto a ataques de cibernautas.
É possível ter um sistema com quase tudo gratuito, à parte o Windows
O spyware e os cavalos de Tróia abundam nas aplicações gratuitas. Deve claramente prestar atenção e não instalar qualquer aplicação que lhe pareça apelativa. Verifique primeiro as credenciais do editor.
Um sistema à borla
Além destas preocupações, é possível montar um sistema em que o único software pelo qual paga é o Windows. Pode optar por instalar uma distribuição de Linux, mas a maior parte das pessoas não tem tempo de aprender a trabalhar com outro SO, e como a maioria dos PCs vem com o Windows pré-instalado, decidimos usá-lo como base.
Vamos demonstrar como se pode equipar com ferramentas gratuitas, incluindo aplicações de Office, uma série de aplicações de Internet e programas multimédia, incluindo gravadores de CDs. Vamos ainda abordar a questão vital dos utilitários de segurança. Experimentámos e testámos cada um destes. Em muitos casos apontamos-lhe alternativas, no caso de não gostar das nossas primeiras escolhas.
Aplicações de Office à borla
O leitor pode recorrer a uma suite sem gastar um tostão
O EasyOffice marca uma diferença… digamos… “notável” no seu menu Start
O Microsoft Office é um dos grandes gastos que muitos utilizadores domésticos ou de pequenas empresas têm de enfrentar. O software é caro e por causa da sua omnipresença as pessoas ficam relutantes em procurar alternativas. As preocupações acerca da compatibilidade dos ficheiros estão entre as primeiras razões porque as pessoas evitam procurar alternativas, mas essa questão pode até nem se levantar.
A compatibilidade é um problema muito menor do que já foi. A maioria dos pacotes de Office abre os ficheiros criados pelos outros. Pode haver mais um processo de conversão, mas isto não é mais inconveniente do que converter ficheiros para usar entre versões diferentes do Microsoft Office, especialmente as usadas noutros SO.
Quando procura um pacote de Office gratuito, deverá primeiro considerar as suas necessidades. A sua actividade principal é o processamento de texto? Usa mesmo as folhas de cálculo, as bases de dados e as apresentações? Precisa realmente de todas essas aplicações? Se puder passar sem as outras aplicações, já tem um processador de texto bastante bom incorporado no Windows. Chama-se WordPad e abre a maioria dos documentos de Word. Não tem todas a funções que o Word oferece, mas é uma alternativa mais do que adequada para a maioria das tarefas de escrita.
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